Actualmente, estima-se que cerca de 200 milhões de pessoas (3% da população mundial) vivam fora do país onde nasceram, 18 milhões delas (9%) de origem africana.
A ONU promoveu em 2006, em Nova Iorque, a primeira cúpula de nível ministerial dedicada às migrações. A realização do "Diálogo de Alto Nível sobre Migrações e Desenvolvimento" reflectiu a actual importância deste tema nas agendas dos Estados do mundo todo. O evento reuniu ministros e delegados de mais de 120 países para debater questões como remessas financeiras, tráfico de pessoas, direitos humanos, multiculturalismo, parcerias bilaterais e regionais, entre outras.
O "Diálogo de Alto Nível" foi um passo crucial, ainda que tímido, para que esse tema politicamente tão sensível deixe de ser tratado por meio de acções isoladas e passe a ser discutido de forma multilateral pelos diversos países envolvidos. Verificou-se a emergência de ideias importantes para que o debate possa caminhar para um ponto de convergência, principalmente a de que é possível, por meio da cooperação entre os países, criar uma situação que favoreça ao mesmo tempo os migrantes, seus países de origem e as nações que os recebem.
É urgente que se criem políticas globais de desenvolvimento e protecção dos migrantes, tanto nos países de origem, explorados por máfias de tráfico humano, bem como nos países de destinos, com medidas de protecção e igualdade de acesso ao emprego, ensino, formação, habitação, saúde, entre outros. Assim podemos combater mais eficazmente as desigualdades no mundo e promover a multiculturalidade.
Comente o artigo “Migrações internacionais: o tortuoso caminho” publicado por Catarina Brandão.
A ONU promoveu em 2006, em Nova Iorque, a primeira cúpula de nível ministerial dedicada às migrações. A realização do "Diálogo de Alto Nível sobre Migrações e Desenvolvimento" reflectiu a actual importância deste tema nas agendas dos Estados do mundo todo. O evento reuniu ministros e delegados de mais de 120 países para debater questões como remessas financeiras, tráfico de pessoas, direitos humanos, multiculturalismo, parcerias bilaterais e regionais, entre outras.
O "Diálogo de Alto Nível" foi um passo crucial, ainda que tímido, para que esse tema politicamente tão sensível deixe de ser tratado por meio de acções isoladas e passe a ser discutido de forma multilateral pelos diversos países envolvidos. Verificou-se a emergência de ideias importantes para que o debate possa caminhar para um ponto de convergência, principalmente a de que é possível, por meio da cooperação entre os países, criar uma situação que favoreça ao mesmo tempo os migrantes, seus países de origem e as nações que os recebem.
É urgente que se criem políticas globais de desenvolvimento e protecção dos migrantes, tanto nos países de origem, explorados por máfias de tráfico humano, bem como nos países de destinos, com medidas de protecção e igualdade de acesso ao emprego, ensino, formação, habitação, saúde, entre outros. Assim podemos combater mais eficazmente as desigualdades no mundo e promover a multiculturalidade.
Comente o artigo “Migrações internacionais: o tortuoso caminho” publicado por Catarina Brandão.
Migrações internacionais: o tortuoso caminho
ResponderEliminarEmbora a migração seja um dos factores importantes na história de um povo, ser um migrante nem sempre é fácil. Quem emigra tem sempre grandes problemas de adaptação, de discriminação e claro de integração num novo país. Deixam tudo o que têm para trás, como a família, os amigos e tudo o sempre conheceram. A maior parte de imigrantes existentes são Africanos e devido á escassez de meios para fazer a viagem são levados a cooperar com traficantes, onde as principais vítimas desse tráfico são as mulheres e as crianças. De acordo com o texto, a contribuição dos imigrantes para a economia de Portugal é estimada em 7% do PIB, logo trazem grandes benefícios económicos para o nosso país. Existe alguma escolha, em certos países, quanto aos imigrantes aceites. Os imigrantes com formação superior são geralmente bem aceites, e os restantes rejeitados. A maior parte deles têm idades compreendidas entre os 25 e os 45 anos, e por esse motivo, não obrigam a gastos extras com serviços públicos, nomeadamente a educação e a saúde. Mas também existe alguns motivos que, devido aos imigrantes, podem levar a economia do nosso país a um menor crescimento. Alguns desses motivos são o número elevado de imigrantes ilegais que não descontam, o número de reclusos estrangeiros existentes e os elevados montantes mensais que são enviados pelos mesmos para o país de origem. Apesar do esforço dos países em encontrar uma solução para o fenómeno da imigração, ainda não foram tomadas tomas as medidas necessárias.
Trabalho elaborado por: Carla Mendes nº3 Geralda Santos nº4
Dia 16/12/2008
Comentário sobre o texto
ResponderEliminar“Migrações Internacionais – Tortuoso Caminho”
Nos dias de hoje, aproximadamente 200 milhões de pessoas vivem fora do seu país natal. Sendo que cerca de 18 milhões são de origem africana.
Este texto mostra-nos os benefícios da imigração, mostra o seu lado positivo e como a imigração é importante para o desenvolvimento económico e social dos países mais desenvolvidos.
Salienta, também, a discriminação, ainda existente, e a “selecção” feita por certos países para o seu próprio proveito. Muitos países dizem aos imigrantes que fiquem onde estão, com excepção, daqueles que, por algum motivo lhes interessa receber provocando, então, a imigração clandestina.
Países como os Estados Unidos aceitam os imigrantes com formação superior enquanto que os outros países, menos desenvolvidos e com mais dificuldades, acabam por ficar com aqueles que têm menos qualificações, isto faz com que a imigração se torne num negócio, sendo mais benéfico para uns do que para os outros.
Os imigrantes quando partem à procura da chamada “terra das oportunidades” sofrem constantemente com o racismo e outros preconceitos associados à sua origem e, muitas vezes, vêem os seus direitos violados pelas autoridades responsáveis pelo controle da imigração.
Existe ainda muita discriminação, pois ninguém vê o outro lado. A maioria dos imigrantes são jovens, e estão na altura activa da sua vida, não recebem pensões e raramente usufruem dos planos de saúde, ou seja, não dão despesas aos países que os acolhem e contribuem com mão-de-obra fazendo a economia crescer, evitando assim que alguns países entrem em recessão.
Faz-nos também pensar, como é que nos dias de hoje, as pessoas fazem viagens em condições desumanas, onde mulheres e crianças são as principais vítimas, quando tudo o que querem é ter uma vida melhor.
É necessário e, bastante importante, que comece a haver cooperação entre todos os países, de modo que, sejam criadas condições, tanto para os países de origem, como para os de destino, dos imigrantes.
Trabalho elaborado por:
Isabel Antonico nº5
Manuela Nunes nº9
“Migrações internacionais: o tortuoso caminho”
ResponderEliminarEste assunto tem duas maneiras de ser visto, uma do imigrante, a outra dos países de acolhimento. Pode se dizer que falhanço da integração, ambos tem a sua cota parte de responsabilidade.
O imigrante, mais vulgar é aquele que vem à procura de melhoria de vida, de ganhar algum dinheiro para depois voltar á sua comunidade originária, estes potencializão a economia, pois são um rol trabalhadora para o país de acolhimento, mas as razões que levam á imigração, nem sempre são comuns a todos, e nesse rol de boas intenções também aparecem, outras menos boas, como por exemplo pessoas que decidem imigrar por terem cometido crimes nos seus países de origem, uma fuga para uma vida nova noutro país, mas por causa das dificuldades voltam outra vez ao crime. São esses que criam também o transtorno nas populações autóctones, que muitas vezes se encontra mal informada, e pelas dificuldades vivenciadas deixam se seduzir pelos discursos fáceis de extrema-direita. Que de fundamento lógico, têm muito pouco, afinal de contas nem são um partido que está no governo, os seus discursos só servem para inflamar uma minoria, ou nem tanto assim, pouco instruída sobre a vida politica. E é então que o falhanço da integração, começa a ter preços muito altos, pois o imigrantes começam a ficar mais tempo do que desejavam, e com o passar dos tempos vem a segunda geração, já nascida no pais de acolhimento, os chamados “filhos do racismo” – por um pai tão “mau”, não se pode esperar que os filhos sejam “melhores”. Nascidos em periferias e bairros sociais, não procuram a integração, revêem-se na cultura dos seus pais, tentando vincar ainda mais a diferença entre eles o país de acolhimento, criando um estereotipo, embora muitos deles só tenham visto África pela televisão, esse afastamento levam a procurar outros caminhos para que garantam a sua subsistência, como a violência e o crime. O tempo não melhora a situação, antes pelo contrário cria um efeito bola de neve, e transformam os subúrbios zonas, de guerra civil.
Curso Técnico de Apoio à Gestão
José Brito Nº 6
Ana Ortigueira Nº 1
Migrações internacionais: o tortuoso caminho
ResponderEliminarEmbora a migração seja um dos factores mais importantes na historia de um povo, ser emigrante nem sempre é fácil, pois isso implica o abandono das suas raízes e com destino incerto, sujeito ao trafico de pessoas, perda dos direitos humanos( escravatura)…
Para além das tentativas em controlar ou implementar políticas colectivas, as nações que os recebem também não estão preparadas para os receber.
Sendo o factor económico o mais favorecido com a migração, devia ser dada mais atenção , a factores tais como : as condições de trabalho, o respeito pelos direitos humanos.
A migração também é importante para os países de origem, sendo que os seus emigrantes também contribuem para a economia do país através do envio monetário.
Segundo estudos efectuados, concluiu-se que se não fossem os emigrantes a economia do país podia ter entrado em recessão.
Por falta de medidas por parte dos nossos governantes em relação aos imigrantes, a situação actual, vive momentos muito difíceis que nos poderão levar a uma recessão, pois os emigrantes vêm para o nosso país usufruir dos nossos benefícios mas investem nos seus países.
Para concluir, os estudos que revelam que a imigração é útil economicamente, também nos dizem que 50% dos reclusos das nossas prisões são imigrantes, logo prejudica a economia, assim sendo, deviam ser tomadas medidas urgentes e sérias para combater todos os factores tais como: o anterior mencionado, de forma a que a imigração seja realmente uma mais valia para o nosso país.
16/12/08
Trabalho realizado por:
Fátima Reis nº 8
Cintia Borralho nº17
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarTópico:
ResponderEliminar“É muito difícil tentar compreender a história de um povo sem considerar a influência dos fluxos migratórios, tamanha é relevância desses movimentos populacionais na trajectória da humanidade, sendo 18 Milhões delas (9%) são de origem africana.”
Nosso Comentário:
Nós portugueses, não teríamos uma história tão diversificada se não tivéssemos uma influência dos fluxos migratórios, visto que Portugal, é caracterizado por ser um povo emigrante e é divido por várias regiões sendo cada uma delas diferentes tanto em cultura, tradições e seu modo de vida. Sendo que a maior parte dos imigrantes em Portugal provém do Continente Africano.
Tópico:
“Nos dias 14 e 15 de Setembro, deste ano (2006), foi tomada a primeira iniciativa a nível ministerial dedicada exclusivamente à migração. Houve uma reunião de ministros de 120 países, para debaterem questões importantíssimas tais como: remessas financeiras, tráfico de pessoas, direitos humanos, multi culturalismo, parcerias bilaterais e regionais, entre outras.”
Nosso Comentário:
Em relação à reunião efectuada pelos ministros e dedicada exclusivamente à migração, achamos que é uma iniciativa tardia mas louvável, peca por somente este ano (2006), ter acontecido visto que a migração já existe há vários anos, essencial para resolver e se tomar medidas importantes, não só sobre os migrantes mas também os países em questão.
Tópico:
“Dentro deste fenómeno impulsionado pela dinâmica da globalização temos factores como é o caso do factor económico que certamente ocupa uma posição destacada e privilegiada.”
Nosso Comentário:
Este fenómeno deve-se especificamente ao factor económico devido à procura de riqueza e melhoria das condições/qualidade de vida, dessas pessoas (migrantes) em outros países desenvolvidos que não encontram a estabilidade económica no seu próprio país de origem.
Tópico:
“A denominação adoptada para a reunião foi “um diálogo”, que deixou claro que ainda é cedo para esperar uma transição do estágio das consultas para o da implementação de políticas colectivas. Por outro lado, verificou-se a emergência de ideias importantes para que o debate possa caminhar para um ponto de convergência, principalmente a de que é possível, por meio da cooperação entre países, criar uma situação que favoreça ao mesmo tempo os migrantes, seus países de origem e as nações que os recebem.”
Nosso Comentário:
É essencialmente importante criar uma situação benéfica para ambos, tanto para os emigrantes e como para os países que os recebem assim como para os imigrantes dos mesmos, evitando assim uma enorme desertificação do interior, e uma aglomeração nas grandes cidades, fazendo com que muitas dessas pessoas vivam em subúrbios e aceitem muitas vezes condições de trabalho precário.
Tais políticas têm como finalidade criar melhores condições para todos, sem esquecer nenhuma das partes incluindo os cidadãos.
Tópico:
“De acordo com um extenso relatório apresentado pelo secretário-geral da ONU, Koffi Annan, a migração internacional traz, contrariamente ao que apregoam os defensores do fechamento das fronteiras, benefícios potenciais superiores aos ganhos potenciais obtidos com o aumento da liberalização do comércio mundial, especialmente para os países em desenvolvimento. Essa constatação costuma ficar ausente das discussões sobre o tema. O impacto das remessas de nacionais vivendo no exterior é significativo em boa parte das economias dos países mais pobres: em Cabo Verde, por exemplo, chega a 15% do Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todos os bens e serviços produzidos em um país); no Haiti, corresponde a 24%; no Lesoto quase a 26%.”
Nosso Comentário:
Na nossa opinião não concordamos com o fechamento das fronteiras, mas sim com maior rigor e controlo, evitando assim excessos. A migração é uma mais valia, quer para os países de origem quer para os países de destino, visto que o impacto económico verificado com a emigração é contribui de uma forma positiva para o aumento económico, em ambos os países, bem como o aumento da liberalização do comércio mundial.
Por outro lado, a imigração tem contribuído para um aumento da economia em Portugal, estimada em 7% do PIB (Produto Interno Bruto), devido à maior parte deste grupo ser formada por pessoas jovens e fortes, entre 25 e 45 anos, que em geral não obrigam a gastos extras com serviços públicos como: educação, saúde e, sobretudo, não recebem pensões.
Tendo o Banco Mundial calculado um aumento de 0,6% no PIB Mundial nos próximos 20 anos.
Tópico
“Porém, mais do que apontar os benefícios económicos da migração, é preciso não perder de vista o seu lado humanitário, não se devendo esquecer que a migração internacional envolve grandes riscos para os migrantes, pois torna-os extremamente vulneráveis. Nesse sentido o respeito aos direitos humanos não é uma opção individual dos países mas uma obrigação jurídica estabelecida pelas leis internacionais, aplicável aos governos de todos os Estados. Este princípio deve ser, portanto, a base para futuros debates sobre o assunto.”
Nosso Comentário:
Os riscos que a emigração acarreta vão desde o trabalho coercivo podendo chegar quase à escravidão, com o apreendimento dos documentos pelas redes de tráfico em que eles ficam totalmente dependentes e à mercê dessas máfias, evitando até a oportunidade de se legalizarem, passando pela parte da privação da própria identidade, visto estarem num pais de culturas e tradições diferentes e longe das suas raízes.
Tópico:
“Não se pode negar o carácter mundial dos fluxos migratórios, não sendo menos verdadeiro que é na África onde se verificam os mais intensos movimentos populacionais, em sua maioria restritos às próprias fronteiras do continente. As migrações internas de fundo económico direccionam-se principalmente aos países produtores de petróleo do Golfo da Guiné e da Costa Atlântica e à África do Sul, única economia industrial do continente. A instabilidade política de região também é um motivo para emigrar. Segundo dados do ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), dos mais de 22 milhões de refugiados do mundo, cerca de 6,5 milhões estão em África.”
Nosso Comentário:
Sendo Golfo da Guiné, Costa Atlântica e a África do Sul as maiores economias industriais do continente é natural que, e devido, a restritas fronteiras do continente sejam os locais de maior afluxo por parte dos outros povos. Tendo como consequência um número significativo de refugiados, devido também há instabilidade política.
Resultando na frustração dos habitantes desses locais levando até à prática de um mini-genocídio.
Tópico
“A escassez de meios para fazer a viagem leva muitos africanos a aceitar métodos oferecidos por traficantes, sendo o arquipélago das Canárias e o Estreito de Gibraltar os mais importantes acessos marítimos das redes clandestinas entre África e Europa.
A manutenção da pobreza e da desinformação contribui para aumentar o número de vítimas.”
Nosso Comentário:
Cada vez mais se nota um maior fluxo de africanos a tentar ter acesso ao continente Europeu. Na nossa opinião uma das opções será uma comunicação mais profunda entre os países mais próximos via marítima, a fim de tentar travar tentativas de travessia de pessoas e alimentar as redes de tráfico. Para isso a falta de informação e o desespero por uma vida melhor tende fazer com que as pessoas se aventurem nestas redes de tráfico.
Tópico:
“Actualmente, um terço do total dos emigrantes africanos é composto de pessoas qualificadas. Os números da “fuga de cérebros” são estarrecedores a cada ano, aproximadamente diplomados em universidades africanas abandonam os seus países de origem. Destes, metade é absorvida pelos USA, Austrália e Canadá, países que adoptam a entrada selectiva.
No caso especifico o sector de saúde, a perda desse valioso capital humano, fruto de investimentos dos governos da região, acarreta prejuízos ainda mais sérios, tendo em vista a pandemia de HIV/Sida e as demais doenças que afligem o continente."
Nosso Comentário:
Devido à diferenciação e selecção entre pessoas qualificadas (diplomados) e não qualificadas (sem estudos) os países ricos ajudam na desertificação de pessoas qualificadas, deixando os países de origem desfalcados dessas mesmas pessoas e com isso criando um desequilíbrio em vários sectores especificamente no sector da saúde.
Não fique indiferente sobre este importantíssimo assunto!!
Deixe a sua opinião porque ela também conta!!
Cumps
Mike e Bruno